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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

SE TORNAR NEGRO POR DENTRO


SE TORNAR NEGRO POR DENTRO
(José Teodoro Costa)
O que eu aprendi para, também, adquirir a consciência de o que é "ser negro", eu tive que questionar coisas como a dita "democracia racial brasileira" com aquilo que eu via e sentia em termos reais. Levei, aproximadamente, 15 anos correndo atrás de informações colhidas em fontes de defensores da tal democracia racial brasileira (Ideologia Conservadora) e em fontes que, depois, aprendi enxergá-las como fontes tendenciosas a serviço de Ideologias de Esquerda. Considero-me um admirador da Ideologia Socialista, mas, também, já sei que precisamos de informações e formações de opiniões próprias, uma vez que sem essas opiniões próprias a respeito das informações que obtivermos, acabamos nos transformando em reféns de Pensamentos de Direita ou de Pensamentos Socialistas mal assimilados... Hoje acho muito importante "aprendermos juntar pessoas em torno de ideias fundamentais e comuns a todos", assim como desenvolvermos cada vez mais argumentos apropriados nas defesas das nossas crenças... Caso contrário fica muito difícil ampliarmos o número de pessoas dispostas a dialogarem conosco... Sabe-se que nesses diálogos, cada um defende seus interesses e, entre esses interesses defendidos por lados diferentes, SEMPRE TÊM INTERESSES FUNDAMENTAIS E COMUNS AOS DOIS LADOS... De forma que vc, dificilmente lerá em meus comentários expressões como "negros ou negras da casa grande", "negros ou negras burgueses", "negros ou negras jabuticabas", enfim, estou sempre tentando preservar as possibilidades de reunir pessoas em torno de interesses básicos fundamentais e comuns a todos", para conseguir reunir pessoas em torno de objetivos coletivos... Aprender a ser preto ou preta, de fato, exige esforços que estão ao alcanse de poucos "dos nossos", por isso sempre prefiro procurar compreender as razões alheias e argumentar com as pessoas em cima dessas razões alheias... A chave para "juntar pessoas" é: apresente ideias, faça propostas, discuta essas ideias e propostas e respeite pensamentos diferentes dos nossos, para tentar modificá-los por intermédio de argumentos apropriados... (L239, 11/09/2017)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

terça-feira, 29 de agosto de 2017

RACISMO ESTRUTURAL E RACISMO INSTITUCIONAL



RACISMO ESTRUTURAL E RACISMO INSTITUCIONAL
(José Teodoro Costa)
Nesta postagem temos racismo institucional, racismo estrutural ou ambos? ... Na minha opinião esta pergunta se justifica pelo fato de que, quase sempre, tem-se dificuldade em se diferenciar o racismo estrutural do racismo institucional sem fazer longas falas incompreensíveis ao senso comum. No meu entender, diferentes instituições privadas praticaram as mesmas atitudes racistas contra o professor ao se negarem fazer o mesmo “exame toxicológico em cabelo rastafári”; isto caracteriza ações de racismos estruturais praticadas por diferentes pessoas a serviço de instituições privadas prestadoras de serviço para os DETRANs. Espera-se que o Ministério Público e os DETRANs, que são  órgãos públicos vinculado ao Estado, para defender interesses públicos de naturezas como essas, deem as respostas favoráveis àqueles e àquelas que, como esse Professor, necessitarem de serviços públicos e passarem por esses mesmos constrangimentos... Se acontecer de tanto o Ministério Público quanto o DETRAN demorarem, além do normal, em defender os direitos pleiteados por esse professor e quaisquer pessoas em iguais situações, estamos diante de um ato racista praticado a serviço do Estado e, neste caso, estamos diante de um exemplo de Racismo Institucional, porque foi um ato praticado em nome de instituições Públicas - o Ministério Público, diretamente, e, indiretamente, também, pela omissão do DETRAN...
Fonte da postagem comentada:
https://www.geledes.org.br/laboratorio-de-goiania-se-recusa-realizar-exame-em-professor-com-rastafari/

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Racismos Estrutural e Institucional; discussões de ideias e/ou propostas de soluções



Racismos Estrutural e Institucional; quem expõe os problemas está dispensado de apresentar ideias e propostas para as soluções?
(José Teodoro Costa)
Não é concebível que expositores de problemas causados pelo racismo encerrem suas exposições sem propor ideias e/ou propostas de possíveis soluções... Por quê os expositores desses problemas causados pelo Racismo, tanto antes quanto agora, NUNCA ASSUMEM A RESPONSABILIDADE DE EXPOR IDEIAS E/OU PROPOSTAS CONCRETAS PARA SUPERARMOS OS PROBLEMAS GERADOS PELOS RACISMOS ESTRUTURAL E INSTITUCIONAL PARA OS PRETOS E PRETAS BRASILEIROS? ... Exposições de problemas de ontem e de hoje causadas pelo Racismo temos de sobra... É lógico que tem de haver essa postura de exposições dessa natureza. Mas será que é só eu que, há tempos anda incomodado com essas posturas de só fazer exposições de problemas ou suas denúncias SEM QUE TAMBÉM HAJA PREOCUPAÇÕES EM EXPOR IDEIAS E/OU PROPOSTAS SOBRE ALTERNATIVAS QUE PODEM COLABORAR COM SOLUÇÕES PARA ENFRENTAR ESSES MESMOS PROBLEMAS? ... Esta falta de exposições de possíveis soluções para serem discutidas tem gerado, geram e continuarão gerando impasses permanentes, enquanto continuam gerando risos dirigidos a pretos e pretas e piadas baseadas na eficiência da política de branqueamento implantada no Brasil desde quando, institucionalmente, o Estado Brasileiro decidiu aumentar o estoque de brancos e de miscigenados no País... As ideias e propostas disponíveis para irmos solucionando esses problemas e, ao mesmo tempo, irmos freando o aumento constante do estoque de mestiços na população brasileira sem efetivas chances iguais para todos, independentemente da aparência étnica, estão à disposição daqueles que tiverem disposições para lerem, formarem opiniões autônomas e exporem suas opiniões sobre o que leram e se disporem a defender suas opiniões e/ou suas propostas... Os que não querem fazer isso, mesmo depois de terem acessos a culturas formais institucionais e/ou a culturas informais diferenciadas estão sinalizando que, na verdade, preferem defender a continuidade da miscigenação direcionada pelas políticas de Estado com esse objetivo, desde que a primeira leva de europeus empobrecidos chegou aqui... Será que em algum momento irão perceber que estão viajando rumo a lugar e ajudando a continuar inviabilizando o futuro do Brasil como um País incapaz de colaborar na construção de uma cultura genuinamente brasileira?... Por que os expositores desses problemas causados pelo Racismo, tanto antes quanto agora, NUNCA ASSUMEM A RESPONSABILIDADE DE EXPOR IDEIAS E/OU PROPOSTAS PARA SUAS SOLUÇÕES? Se no final dessas falas houvessem preocupações claras em expor o que, concretamente, se pode fazer para superar o racismo dentro da sociedade, na cultura, na economia e na política, isso facilitaria muito cada um fazer aquilo com que se identifica para superar o racismo manifestado nessas áreas. A gente, pra tomar a iniciativa de fazer alguma coisa, sempre precisa de saber o que fazer, como fazer e quando fazer.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O RACISMO INSTITUCIONAL E A ORGULHOSA SOCIEDADE DE EXCLUSÃO BRASILEIRA



O RACISMO INSTITUCIONAL E A ORGULHOSA SOCIEDADE DE EXCLUSÃO BRASILEIRA
(Alesandra Santos e José Teodoro Costa)
Nós gostamos do sistema de cotas por ser é o único jeito de dividir o bolo do privilegio e inserir a população marginalizada no sistema social de forma moral e ética, assim poderemos, em algum tempo resolver o problema do racismo institucional no Brasil.
Com as cotas terão mais negros e negras se inserindo em lugares de estudo acadêmico superior e de emprego, com remuneração compatível em setores públicos e privados, nos quais a sociedade de exclusão, utilizando o racismo institucional, estava impedindo a penetração dos negros nessas posições de poder de decisões políticas. As cotas são medidas imediatas, e, paralelo às cotas, é necessário promover a educação em tempo integral, e com de qualidade.  
As cotas e os acessos aos mecanismos de poder político interligados vão proporcionar a formação de uma classe média, profissional liberal, empresarial, agricultora, fazendeira e rica (urbano e rural) negras no Brasil.
Com isso vão fortalecer as classes sociais que pagam e se beneficiam de impostos, assim como, também, eliminar a sociedade de exclusão e o racismo institucional.
Nos bolsões de miséria e de pobreza ontem, a etnia negra era massa de manobra da burguesia, de ricos e da classe política.
Hoje continua sendo bolsão de miséria e de pobreza, mas, agora, também ajuda formar o exército de traficantes e de extremistas fanáticos integrantes do nazismo e do Estado Islâmico, tanto aqui, quanto em outras partes do Mundo.
Por tudo isso dito anteriormente, o Brasil, se não tomar providências institucionais, corre o perigo de ter uma convulsão social de consequências imprevisíveis.
A providência considerada básica para afastar esse risco de uma futura convulsão social é criar uma sociedade de inclusão com cotas, escolas públicas em tempos integrais, e com qualidade até ao final do Segundo Grau, ações essas conjugadas com políticas de reforços culturais.
Sem providências institucionais como as citadas antes,o Brasil corre o perigo de ser tomado pela ditadura do sistema criminoso do narcotráfico e do tráfico de armas, ou ainda ser tomado pela Ditadura de grupos extremistas como o Estado Islâmico.
Sabe-se o estado islâmico já está nas "quebradas" de países como Trinidade e Tobago, nas Antilhas, por exemplo, assim como, também, aqui, na América Latina, nas fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Argentina.
Ilustra-se os perigos, anteriormente, citados com os recentes casos das crocolândias na Capital Paulista, onde se viu casos de brasileiros, também, em situações de extremas exclusões sociais.
Já o nazismo, por exemplo, recruta pessoas na Ucrânia, Romênia, Rússia etc., para formarem seus exércitos de fanáticos nesses países.
Igualmente os extremismos religiosos estão presentes nos países de cultura majoritariamente anglo-saxônica e nas suas ex-colônias, a exemplo de Trinidad-Tobago, nas Antilhas, enquanto no Brasil aumentam as ações político-partidárias de religiões pentecostais intolerantes às práticas de religiões e culturas africanas.  
O Narcotráfico e de tráfico de armas estão presentes na Colômbia, Venezuela, Nicarágua e no Brasil, onde se presencia o recrutamento de crianças, de adolescentes, de jovens e de adultos para as atividades ligadas ao tráfico de drogas.
Se o Estado Islâmico chegar aqui, recrutando nas cadeias, favelas e nas quebradas “o Brasil já era” ...
O Estado brasileiro tem que tomar atitude, senão os traficantes e fanáticos vão criar seus exércitos, tomar o País, dividi-lo entre eles, e “quem vai se lascar” é a maioria do povo brasileiro que não terá pra onde ir. Temos que exigir cotas e políticas públicas de qualidade, começando pela educação em tempo integral para, crianças e adolescentes já!
 

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