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quinta-feira, 13 de julho de 2017

GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Proposta para organização



GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Proposta para organização de um futuro Estatuto e de um futuro Regimento Interno - Parte 01
Responsabilidades do Futuro Grupo Matriz                       
(José Teodoro Costa)
Companheiras e companheiros; ainda que lentamente, nossas discussões estão progredindo. Então vou introduzir mais um assunto sobre o qual esperei de 2015 até agora, que alguém abordasse, ainda que fosse indiretamente, propondo ideias e/ou alternativas de solução para esse problema, já velho entre nós, mas, ainda sem propostas de soluções sustentáveis.
Refiro-me, como pretos e pretas, às nossas permanentes dificuldades de identificarmos necessidades ou interesses comuns, sentarmos para conversar e identificarmos objetivos fundamentais e comuns, nos unirmos em torno de objetivos fundamentais e comuns a duas ou mais pessoas, ou, ainda, entre grupos formados para diferentes objetivos em termos de ideias e de propostas de ações.
 Nesse período deu para reparar que as pessoas sentem necessidades de se unirem em torno de objetivos comuns, MAS TEM SIDO INSIGNIFICANTE O NÚMERO DAQUELAS PESSOAS QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE TEM DEFENDIDO ALGUMA ESPÉCIE DE ESTRATÉGIA PARA SE CRIAR AS CONDIÇÕES DE SE CONCRETIZAR ESSA MESMA UNIDADE.
 Eu tenho, repetidas vezes, e em circunstâncias diferentes, defendido que só é possível fazer essa união de pessoa a pessoa e de grupo a grupo POR INTERMÉDIO DE INTERESSES FUNDAMENTAIS E COMUNS TANTO ENTRE PESSOA COM PESSOA OU ENTRE PESSOAS COM PESSOAS FORMANDO GRUPO E, IGUALMENTE, ENTRE GRUPOS DIFERENTES ORGANIZADOS PARA DIFERENTES FINS.
O exemplo mais simples que dei recentemente, sequer, foi com palavras, mas, sim, com a ilustração que segue.
Propus para discussões realizar trabalhos de organizações sociais no "Modelo Formiguinha", e que dessas organizações em grupos sociais organizados em termos de objetivos bem definidos e facilmente compreensíveis para a maioria dos participantes de cada grupo social desses partíssemos para organizações políticas sem cunhos partidários, em subúrbios em geral, e em subúrbios não aburguesados, bairros periféricos e em áreas onde residem famílias originadas de antigos quilombos pelo Brasil afora, em particular.
Na época eu já deveria ter abordado o papel das "Abelhas e Formigas Rainhas" em cada colmeia e em cada formigueiro.
Sabe-se que colmeias e formigueiros SÓ FICAM ORGANIZADOS SE CADA COMEIA E CADA FORMIGUEIRO TIVEREM AS RESPECTIVAS RAINHAS.
Quando se quer multiplicar o número de colmeias e de formigueiros, BASTA SELECIONAR AS RESPECTIVAS RAINHAS MAIS PROMISSORAS EM CADA CASO, PORQUE, TRATANDO BEM CADA UMA DELAS, SEMPRE APARECERÁ LARVAS QUE SE DESTACAM ENTRE AS DEMAIS, ELAS PODEM RECEBER TRATAMENTOS DIFERENCIADOS E, ASSIM, SEREM TRANSFERIDAS PARA OUTROS ENXAMES DE ABELHAS OU DE CUPINS E, ASSIM, POR EXEMPLO, VAI SE AUMENTANDO O NÚMERO DE COLMÉIAS OU DE CUPINZEIROS.
Trazendo esse modelo de colmeias e de cupinzeiros para o nosso trabalho no “Modelo Formiguinha”, 0 PRIMEIRO ENXAME EQUIVALE AO NOSSO “ÓRGÃO MATRIZ”, NO QUAL A SUA FUTURA DIRETORIA FARÁ O PAPEL DA RAINHA...
 
 Como, aqui, entre nós, já foi aprovada a fundação de um Grupo Matriz Coordenador de Ações a favor de Pretos e de Pretas em Nível Nacional, podemos ver esse Grupo Matriz como um primeiro enxame de abelhas, onde cada um dos atuais integrantes faz o papel de uma abelha operária, enquanto a futura Diretoria fará o papel da "Rainha de Colmeia ou de Formigueiro".
 O principal objetivo desse Grupo Matriz será manter os futuros órgãos filiados organizados em torno de objetivos fundamentais e comuns a quaisquer outros grupos de futuros filiados em Municípios, Regiões de um mesmo Estado Federativo brasileiro e em diferentes Estados Federativos brasileiros, SENDO QUE CADA GRUPO FILIADO NUMA DADA CIDADE, NUMA DADA REGIÃO DE UM MESMO ESTADO, E EM ESTADOS FEDERATIVOS DIFERENTES TERÃO O DIREITO DE SE ORGANIZAREM COMO DESEJAR PARA, DEPOIS, SE FILIAR AO NOSSO GRUPO MATRIZ DESDE QUE SATISFAÇAM ÀS CONDIÇÕES PREVIAMENTE DEFINIDAS, INTERNMENTE, POR ESSE MESMO GRUPO MATRIZ.
A proposta será discutida em momento adequado, seja durante a proposta de Estatuto ou durante a proposta de Regimento interno, para definir em quais condições os candidatos a grupos filiados pretendentes a se associarem a esse Grupo matriz terão que satisfazer, para se tornarem Órgãos Associados.
A autoridade desse nosso futuro Grupo Matriz virá em algum momento.
Nesse momento se realizará um Encontro Nacional, onde a maioria qualificada dos delegados estaduais aprovará que esse mesmo Grupo Matriz seja o representante dos interesses fundamentais e comuns a todos órgãos filiados nos Municípios, Regiões de um mesmo Estado Federativo brasileiro e em diferentes Estados Federativos brasileiros.
Contudo, antes de poder exercer essa função de representação de grupos filiados, proponho que os atuais companheiros e companheiras adicionados ao Grupo “1&1”, mais a diante, dentro desse futuro Grupo Matriz discutam e retirem conclusões sobre algumas ideias e de propostas de responsabilidades básicas que esse futuro Grupo proposto deverá assumir, antes de aceitar as adesões de Grupos Filiados.

Figura 01 – Burros com experiências de insucessos, resolvem “conversar” e chegam ao acordo de os dois comerem, juntos, um monte de feno e, em seguida, também comem juntos o outro monte de feno, isto é, OS DOIS TINHAM O MESMO PROBLEMA FUNDAMENTAL: COMER... Por intermédio do diálogo chegaram ao acordo que foi bom para os dois, isto é, “negociaram”; no lugar do individualismo a solução encontrada foi cooperarem entre si...






"GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA - Parte 02
 (José Teodoro Costa)
Expansão das Ideias e das Propostas para Fundação do Futuro Grupo Matriz; Importância da Existência desse Futuro Grupo Matriz
Propõe-se que essa expansão seja feita obedecendo critérios definidos como fundamentais pelo Órgão Matriz, primeiro por intermédio do seu Estatuto, e, depois, por intermédio do seu Regimento Interno.
Propõe-se que esse Estatuto seja feito por uma Comissão Provisória organizada para redigir esse Documento durante a primeira reunião dos interessados na fundação desse Órgão Matriz, com data a ser marcada, e deverá apresenta-lo num período de 90(noventa) dias após a realização da primeira reunião dos interessados em fundar esse futuro Órgão.
Propõe-se ainda que essa Comissão Provisória seja, encarregada de propor um nome definitivo para esse órgão Matriz durante a redação da proposta do Estatuto.
A redação do Regimento Interno do futuro Órgão Matriz, também, ficará sob a responsabilidade da Comissão Provisória Diretora desse futuro Órgão Matriz e será apresentado em até seis(06) meses após a data da realização da Assembleia de sua fundação.
Para se falar desta expansão, é conveniente que se fale, a título de introdução desse assunto, sobre a fundação da Frente Negra Brasileira (FNB) na década de 30.
A FNB foi a primeira manifestação de organização política dos negros brasileiros para viabilizarem um futuro protagonismo político e social da Comunidade Preta brasileira.
A FNB teve vida curta, uma vez que veio a ser fechada por ordem de Getúlio Vargas, ainda na mesma década.
Naquela época já se podia observar qual seria o padrão da capacidade de cooptação de organizações negras por ideologias estranhas às necessidades e interesses concretos de uma verdadeira inserção da Comunidade Negra na sociedade brasileira.
Por esse padrão de cooptação observado, a meta sempre foi dificultar que pretos e pretas brasileiros fossem autônomos nas defesas dos interesses da Comunidade Preta brasileira em locais onde, de fato, as decisões políticas poderiam ser alteradas mediante a presença de integrantes da Comunidade Preta brasileira disputando espaços políticos decisórios, por intermédio de políticos enraizados entre pretos e pretas, e profundamente comprometidos com os interesses da maioria “dos nossos” na disputa por espaços políticos  viabilizadores de tais alterações, onde, na realidade, ocorrem tais alterações, isto é, nos municípios, em regiões de um mesmo Estado Federativo brasileiro, nos Estados brasileiros e, finalmente, chegando ao Congresso e ao Senado brasileiros.
Hoje em dia sabemos que, antes de se pensar em se adentrar nos espaços políticos dos Municípios, dos Estados e do Governo Federal, É NECESSÁRIO QUE NOS PREPAREMOS PARA ISSO, organizando subúrbios brasileiros – em especial subúrbios não aburguesados -, bairros periféricos e áreas rurais onde predominam famílias que se originaram de antigos quilombos.
Esse preparo para pretos e pretas participarem, ativamente, dos espaços políticos decisórios a favor da Comunidade Preta brasileira somente dará resultados, SE FOREM PRECEDIDOS DE ALGUMAS AÇÕES PENSADAS DE FORMAS INOVADORAS e apropriadas às realidades sociais e culturais desses subúrbios brasileiros – em especial subúrbios não aburguesados -, bairros periféricos e áreas rurais onde predominam famílias que se originaram de antigos quilombos pelo Brasil afora.

Figura 02
Nas exposições de ideias e de propostas surgidas ou, ainda em discussões no Grupo “1&1”, algumas importantes sugestões de ações já apareceram, conforme ainda serão destacadas em redações futuras.
GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Parte 03.
TRABALHO TIPO FORMIGUINHA EM SUBÚRBIOS E PERIFERIAS
(José Teodoro Costa) -                                                                          
Que sugestões para discussões deve-se oferecer para possibilitar ao povo preto ir alterando a rota que nossa formação histórica cultural nos deu?
 Não podemos contar com reformas socialmente inclusivas nas grades de ensinos municipais e estaduais majoritariamente responsáveis pelo ensino até ao final do 2º Grau.
Também não temos políticas culturais inclusivas.
Essas reformas educacionais e a adoção de políticas culturais inclusivas permitiriam que integrantes da Comunidade Preta Brasileira atingissem a união em torno de objetivos comuns num prazo de 15 a 20 anos a partir do momento em que fossem postas institucionalmente em práticas; seriam, portanto, medidas de alcance populacional em massa. POR ISSO O RACISMO INSTITUCIONAL SUCATEIA ESCOLAS PÚBLICAS E NÃO DEIXA IMPLANTAR A LEI 10.639 referente ao ensino da história e da cultura negra brasileira e – dentro da história geral - também não implantar o ensino da história negra no Continente Africano e no Mundo...
Como a Comunidade Negra atualmente não tem condições para se organizar social e politicamente para esses objetivos, por hora, TEREMOS QUE PENSAR EM OUTROS CAMINHOS. Eu, atualmente, não vejo outro caminho a não ser aquele semelhante aos "trabalhos sociais e políticos no modelo formiguinhas".
Para isso, temos que propor ideias, fazermos propostas, discutir essas ideias e propostas, tirar conclusões e, finalmente construir metodologia de ações que possam ser adaptadas aos diversos locais em que esse trabalho "modelo formiguinha" for posto em prática PORÉM MANTENDO UMA IDENTIDADE DE ORIGEM RECONHECIDA.
 É essa metodologia que fará o papel de RAINHA DAS FORMIGAS, para manter os formigueiros organizados com identidades sociais e políticas semelhantes em subúrbios e periferias. Isto, no meu entender, é a sinergia necessária para conseguir reunir integrantes pretos e pretas para uma “conversa construtiva”. Assim estaríamos utilizando a mesma arma que o sistema racista usa contra nós seus desafetos: A INTELIGÊNCIA social e politicamente utilizada a nosso favor!
Este assunto pode ser melhor discutido e ampliado. Que tal estimularmos a ampliação de ideias e propostas discutidas desse trabalho tipo formiguinha para criarmos metodologia de ações em subúrbios e periferias? ... Creio ser essa uma alternativa concreta ao alcance daqueles que desejarem ter uma "Conversa Construtiva" e de mais fácil assimilação pela Comunidade Preta Brasileira objetivando elevar a cidadania dos seus integrantes... Para isso estou pondo, gratuitamente, e ao alcance dos interessados, uma apostila de "releitura interpretativa" para discussões entre os interessados, e focando numa abordagem que satisfaça aos interesses da Comunidade Preta brasileira em subúrbios em geral, mas, em particular, nos subúrbios não aburguesados, bairros periféricos e em áreas onde predominam famílias de origem quilombolas. Como podemos ver nas ilustrações abaixo, desenvolvendo meios coletivos adequados para nos protegermos dos Poderes racistas institucionais e estruturais, injustamente exercido sobre nós, devagar iremos ganhando a confiança dos demais e, mesmo pequenos, seremos capazes de impormos respeito a muitos grandões em informações, formações de opiniões próprias, construindo estratégias e exercitando nossas determinações de não sermos engolidos pelas várias facetas de manifestações desses mesmos poderes...
Meu e-mail para contados é jateque@gmail.com. Disponibilize seu e-mail no meu que lhe envio um exemplar eletrônico dessa apostila.


Figura 03


Figura 04

GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Parte 04

Projeto "Negritude na Rua", Integrantes, Categorias e Suas Funções

 Projeto “Negritude na Rua; Colaboradores e Suas Funções
José Teodoro Costa

Nessa parte do trabalho que projetamos fazer junto com outros companheiros já é inadiável alguns detalhamentos de funções no Projeto “Negritude na Rua”.
Comecemos pelas figuras de Voluntários Colaboradores e as funções que desempenharão dentro deste Projeto.
A categoria de Voluntários Colaboradores será composta por Fundadores, Multiplicadores e Organizadores de Grupos.

Pode-se iniciar o Projeto em questão usando essa configuração mínima de organização, para se trabalhar em quaisquer níveis espaciais, sejam eles ruas, bairros, cidades,  regiões etc.
Por outro lado, para satisfazer diferentes peculiaridades geográficas, sociais, culturais etc., essa configuração mínima também servirá de modelo para se criar outros modelos de organizações mais adequados aos ambientes em que esse projeto precisar de adaptações para ser implantado.

Fundadores:
         São aqueles Colaboradores Voluntários que aderiram à proposta de organizar o “Núcleo de Discussões Propositivas”, subordinados ao Fórum “Intelectualidade Afro-brasileira – I.A.”.
         A função dos Fundadores é fomentar ideias, apresentar propostas, discutir tais propostas, tirar conclusões e estabelecer metodologias de trabalhos capazes de auxiliarem nas orientações com focos no objetivo principal desse “Núcleo” que é superar as interdições que o Racismo Institucional impõe aos interesses dos adeptos da Negritude sob as mais variadas formas. Sabemos que essas interdições tendem a destruir de formas repetidas a construção do protagonismo político das lutas negras antirracistas no Brasil, quando impedem a livre circulação de informações entre os pobres no Brasil, e essa maioria é negra ou tem fortes características hereditárias africanas.
Multiplicadores:
         São todos aqueles futuros Voluntários Colaboradores que vão aderir ao “Núcleo”, por intermédio de convites de cada Voluntário Colaborador Fundador, mediante alguns critérios que ainda serão definidos em comum acordo entre os fundadores.
         Os Multiplicadores terão a função de “garimpar” e orientar os Organizadores de Grupos, segundo as orientações aprendidas nas Metodologias organizadas pelos Fundadores, modificadas em discussões com esses mesmos Multiplicadores, metodologias estas ainda sujeitas a adaptações, de acordo com as experiências já obtidas pelo Projeto “Negritude na Rua”.
Organizadores de Grupos:
         São todos aqueles futuros Voluntários Colaboradores do “Núcleo” que vão aderir ao Projeto “Negritude na Rua”, mediante convites de cada Multiplicador.
         Esses Organizadores de Grupos terão a função de promover reuniões diretamente com os interessados, em local de fácil acesso. Tais reuniões ocorrerão com assistência de pelo menos três(03) Organizadores de Grupos, onde hum(01) se encarregará da Coordenação dessa reunião e dois(02) serão seus auxiliares.
Como a reclamação atual é que “os movimentos negros brasileiros não se unem”, sugere-se que a preocupação maior na implantação deste Projeto seja estrutura-lo dentro de uma perspectiva de obter, tanto quanto possível, unidades de objetivos à medida que as atividades do Projeto “Negritude na Rua” forem avançando.
Nessa perspectiva de construção de união, Fundadores, Multiplicadores e Organizadores de Grupos devem priorizar nunca perder quaisquer contextos que possibilitem destacar a necessidade de priorizar aqueles interesses capazes de satisfazer ao maior número de pessoas possível; seja qual for a amplitude em que se faça o encontro. Em contrapartida e nas mesmas condições em que se procurar construir a unidade, também se procura desestimular vaidades pessoais e grupais, uma vez que tais vaidades desfavorecem amplamente quaisquer construções de unidades também em quaisquer níveis.

GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Parte 05

PROJETO “NEGRITUDE NA RUA”

(Uma Proposta para Discussões, Inserções, Alterações e Supressões, Assim como para Servir de Base para Fazer Outros Projetos Pessoais, em Quaisquer Circunstâncias de Trabalhos com Perspectivas Parecidas com Esta Que Propomos)
José Teodoro Costa
Introdução
Minha expectativa é que daqui algum tempo, este Projeto se transforme num documento de autoria coletiva, capaz de ser estruturado com uma coluna vertebral, ainda a ser construída:  um Pensamento Ideológico e Político Autônomo para os Adeptos da Negritude Brasileira.
Utopia?
Que Seja!...
Mas esta é uma utopia que só depende daqueles que verdadeiramente tiverem responsabilidade com a disseminação do espírito da CIDADANIA AO ALCANCE DE TODOS E, POR ISSO MESMO, INDISTINTAMENTE INDEPENDENTE DE CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS, GRUPAIS, IDEOLÓGICAS, POLÍTICAS FLUÍDAS; AO SABOR DAS CONJUNTURAS, CONVENIENTEMENTE APROVEITADAS POR ALGUNS E IGNORADAS POR MUITOS...
JUSTIFICATIVA:
Uma das maiores dificuldades que os adeptos da Negritude brasileira têm são as interdições que o Racismo Institucional, por intermédio das Instituições de ensino Públicas e Privadas – em quaisquer níveis -, dos seus materiais didáticos e das grandes mídias sempre fizeram, fazem e ainda farão às apresentações das histórias negras no Brasil e no Mundo; e às diversas manifestações da Cultura Negra gerenciada pelo próprio negro, principalmente no Brasil.
O que justifica a implantação desse projeto é a impossibilidade que os adeptos da Negritude têm para - nas atuais conjunturas sociais, culturais, econômicas e políticas que se apresentam no Brasil, remover as interdições já referidas.
Esse projeto de trabalho se propõe achar soluções alternativas e viáveis, para superar as interdições já, antes, referidas, por intermédio de um projeto de trabalho amparado, inicialmente, em um pequenos grupo de pessoas dispostas a criar, juntas, u’a metodologia de trabalho prático e capaz de superar aquelas interdições.  Posteriormente, o grupo procurará se ampliar, já tendo em mãos um método de trabalho passível de ser adaptado às necessidades dos locais em que surgirem outros grupos de pessoas dispostas a se engajarem nesse Projeto – os multiplicadores. Esses multiplicadores prepararão voluntários formadores de tantos pequenos grupos quantos forem possíveis e em quaisquer lugares onde puderem ser implantados, com autonomias para adaptarem a metodologia inicialmente criada aos locais e condições em precisarem ser empregadas, tendo como foco a disseminação da noção de cidadania entre pessoas, dentro das suas famílias, assim como em ruas, bairros, cidades, regiões e Estados no Brasil.
OBJETIVO:
Criar alternativas de superar as interdições que o Racismo Institucional submete a população pobre brasileira; aonde sabemos que a maioria é negra ou mostra fortes heranças negras.  Com este Projeto deseja-se criar inúmeros pequenos grupos de monitores-multiplicadores, responsáveis por formarem voluntários capacitados em trabalhos com pequenos grupos de pessoas, em locais onde os moradores têm dificuldades de exercerem ou fazerem valer suas cidadanias.
FASES DESTE PROJETO
01) “Garimpar” pessoas dispostas a acharem as possíveis alternativas para se atingir o objetivo proposto;
02) Propor, discutir tais propostas com os demais integrantes, tirar conclusões compartilhadas e propor metodologias de ações práticas para organizar pequenos grupos e articular esses grupos entre si, seja rua-a-rua, bairro-a-bairro, cidade-a-cidade, região a região e,  finalmente, Estados-a-Estados no Brasil;
03) Definir em que nível político o trabalho será iniciado (se municipal, Estadual ou federal);
            Em cada nível, deverá se definir os sub-níveis apropriados para iniciar este modelo de Projeto.
04) Após observar as características locais (sociais, materiais e culturais) definir qual será o foco do trabalho e as metodologias mais adequadas para implantar este modelo de Projeto;
 05) Definir Metodologias de trabalho apropriadas cada local escolhido para se implantar este modelo de Projeto;
A) Fazer levantamentos de interesses relevantes;
          B) Determinar quais assuntos são passíveis de serem abordados no local escolhido;
           C) Selecionar os assuntos mais pertinentes ao local;
           D) Definir as melhores formas de abordar cada assunto selecionado;
Iniciando o trabalho:
A) Preparando a reunião dos possíveis interessados;
B) Escolher a metodologia mais apropriada para preparar a reunião;
         C) Definir local de reunião;
         D) Saber qual é o tamanho do local escolhido para a reunião; 
         E) Sabendo que cada pessoa ocupa uma área de 1,0 m², pode-se ocupar até 60% da área do local escolhido para reunião;
         F) Definir o perfil das pessoas convidadas com vistas a fundar a associação. Dá-se preferência por pessoas que, previamente, e por informações, já se saiba que tais pessoas são formadoras de opiniões no local;       
        G) Redigir e fazer a quantidade de convites necessários, onde obrigatoriamente tem escrito o motivo da reunião e o que será apreciado e discutido, local da reunião, data da reunião e a hora da reunião;
         H) Distribuir os convites com pelo menos 72 horas de antecedência da ocorrência da reunião.
Abertura da Reunião:
        Os orientadores dos trabalhos voluntários sempre devem estar presentes nos locais das reuniões ANTES DA CHEGADA DOS PRIMEIROS CONVIDADOS.
            Recomenda-se uma comissão de pelo menos três orientadores voluntários e não mais do que cinco. Nessa comissão uma pessoa é responsável pela coordenação dos trabalhos e os demais fazem trabalhos auxiliares. Porém nada impede que, de uma reunião para a outra haja alternância de funções.
            Abre-se qualquer reunião, declarando-a “Aberta” e seguindo a apresentação dos assuntos que constam dos convites.
            O Coordenador Voluntário passa uma lista em papel almaço, avisando aos presentes que cada um deve preenchê-la, com nome, profissão, endereço completo, telefone e pelo menos hum endereço virtual (página de Facebook, e-mail, Twitter  etc). Assim ficará mais fácil entrar em contato com cada um dos presentes em futuras reuniões.
Cada assunto é apresentado aos presentes sempre de formas hierarquizadas e em função das realidades e necessidades locais previamente focadas e provisoriamente seguindo uma ordem de apresentação para discussão, de acordo com o que a Comissão de voluntários determinou.
            O coordenador voluntário solicita aos seus auxiliares que, a partir de então, façam anotações de ideias, problemas, sugestões de soluções e quaisquer assuntos a mais que forem julgados relevantes naquela reunião. 
            Os orientadores voluntários procuram estimular as exposições de suas ideias pelos presentes, pois assim eles têm maiores possibilidades de se envolverem mais nas discussões e também se sentirem corresponsáveis pelas soluções surgidas nas reuniões.
            Terminada esta fase de exposições de interesses dos presentes, os assuntos provisoriamente hierarquizados pela Comissão de Voluntários, assumem a hierarquia determinada pelos interesses demonstrados pelos presentes.
            Formam-se então tantos subgrupos de presentes quantos forem os grupos de assuntos de interesses desses presentes, levantados nesta reunião. Recomenda-se que cada subgrupo seja composto de número ímpar de integrantes, porque fica mais fácil evitar tirar mais de uma conclusão ou solução, por causa da ocorrências de empates nas escolhas.
            Estimula-se cada subgrupo a definir seu representante naquela reunião.
            Cada subgrupo, auxiliado por representantes da Comissão e com tempo determinado, discutem aquilo que lhes competem e tiram suas conclusões, também, hierarquizadas em ordem decrescente de adesões.
            Antes da apresentação de todas as conclusões subgrupais, a Comissão de Voluntário faz uma rápida explanação sobre a importância ética de se valorizar os interesses do maior número de pessoas possível, em detrimento das vaidades pessoais, grupais e/ou partidárias, uma vez que AS CONQUISTAS MAIS IMPORTANTES DE UMA SOCIEDADE SÃO AQUELAS QUE BENEFICIAM O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS QUE  COMPÕEM ESSA MESMA SOCIEDADE, DESTACANDO AINDA A IMPORTÂNCIA DE SE RESPEITAR SEMPRE OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS REPRESENTADAS NAS REUNIÕES.    
            Finalmente reúnem-se todos os presentes novamente e cada representante de subgrupo apresenta sua conclusão aos demais, fazendo uma breve defesa da mesma. Em seguida a Comissão de voluntários pergunta se alguém deseja tirar alguma dúvida. Não havendo mais dúvidas, a mesma Comissão põem todas as conclusões apresentadas em votação; todos votam na proposta de conclusão que individualmente lhes convier.
            Se houver empate, as conclusões empatadas se tornarão “conclusões de todos”.
 Chama-se atenção daqueles subgrupos, cujas conclusões não foram majoritariamente votadas, que SUAS CONCLUSÕES, APESAR DE NO MOMENTO NÃO ESTAREM ENTRE AQUELAS QUE REPRESENTARÃO AS VONTADES DO GRUPO, REPRESENTAM UM IMPORTANTE ESFORÇO DE COLABORAÇÃO DO TRABALHO A FAVOR INTERESSES DE TODOS, pois elas, noutras ocasiões mais propícias, poderão fazer grande diferença, a favor de futuras discussões do Grupo e em favor dos interesses coletivos representados.
            A COMISSÃO APROVEITA PARA REFORÇAR A IMPORTÂNCIA DO RESPEITO ÀS VONTADES DA MAIORIA, MAS, TAMBÉM RESPEITANDO OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS, ENFATIZANDO QUE ESSE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA RADICAL E A FAVOR DAS SATISFAÇÕES DAS DEMANDAS POLÍTICAS COLETIVAS, JÁ QUE AS DECISÕES POLÍTICAS INSTITUCIONAIS SÃO TOMADAS EM FUNÇÃO DA QUANTIDADE DE PESSOAS INTERESSADAS NELAS.
            Nesse ponto está definida a pauta representativa das demandas políticas de qualquer organização; portanto, a partir de então, este grupo já tem com que dialogar e defender seus interesses politicamente com quaisquer outras organizações e grupos sociais, culturais, econômicos e políticos, de quaisquer tamanhos ou níveis.
            Finalmente a Comissão de voluntários aproveita a oportunidade para mostrar aos presentes, em quaisquer reuniões, que ELES ACABARAM DE PARTICIPAR – COMO CIDADÃOS – DE UM DENTRE OS VÁRIOS EXEMPLOS DE PROCESSOS DE ESCOLHA POLÍTICA E LEGÍTIMA, PORQUE O MESMO SE FÊZ NA INSTÂNCIA MAIS IMPORTANTE DE UM REGIME QUE RESPEITA A DEMOCRACIA RADICAL – UMA REUNIÃO DE CIDADÃOS, PASSÍVEIS DE SEREM REPRESENTADOS POLITICAMENTE E VEREM SUAS DEMANDAS DEFENDIDAS  EM QUAISQUER INSTÂNCIAS POLÍTICAS INSTITUCIONAIS, PÚBLICAS OU PRIVADAS, EM TROCA DOS SEUS APOIOS POLÍTICOS; APOIO ESTE SEMPRE SUJEITO A SER REVISTO, SE O REPRESENTANTE TRAIR A CONFIANÇA DO REPRESENTADO.

GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Parte 06
Proposta de Assuntos para Integrarem a Grade de Discussões nas Preparações dos Colaboradores nas Difusões das Ideias e de Propostas de Ações
Os assuntos que estou propondo para os demais companheiros e companheiras opinarem, por enquanto são aqueles que, no Blog www.digiartesgraficas.blogspot.com, têm despertado maiores interesses.
Defendo que esses assuntos façam partes das preparações dos atuais companheiros e companheiras que já pertencem ao grupo “1&1”, porque isso terá a potencial possibilidade de, entre nós, surgirem novas ideias e novas propostas de metodologias de trabalho e implantações de ações em locais geográficos diferentes, MAS COM A DESEJÁVEL VANTAGEM DE TEREM UMA IDENTIDADE DE IDEIAS E DE PROPOSTAS DE AÇÕES QUE TENDERÃO SER PARECIDAS ENTRE SI.
Quando esses companheiros e/ou companheiras decidirem formarem seus próprios coletivos de acordo com as suas respectivas vocações para ações específicas e autônomas, também, tenderão apresentar maiores facilidades para se juntarem em torno de interesses fundamentais e comuns aos demais coletivos nos municípios, nas regiões de um mesmo Estado Federativo brasileiro, em cada Estado Federativo brasileiro.
Mais tarde, se, também, manifestarem interesses em se associarem ao Grupo Matriz, por livres decisões dos seus integrantes, TERÃO MAIS FACILIDADES PARA SE ADEQUAREM ÀS EXIGÊNCIAS MÍNIMAS NECESSÁRIAS EFETIVAREM ESSAS ADESÕES COMO GRUPOS FILIADOS ASSOCIADOS.
Sugiro que os companheiros e companheiras citem assuntos que nas opiniões pessoais, também concorrerão para agregarem valor informativo aos que seguem.
A ideia é que, após as complementações que cada companheiro ou companheira fizer, CADA ADICIONADO(A) À PÁGINA “1&1” AS COLOQUEM EM ORDEM DECRESCENTE DE PREFERÊNCIAS PESSOAIS. Posteriormente o grupo juntará as listas sugeridas e ordenará cada sugestão de assunto em ordem de números decrescentes de preferências dos integrantes deste grupo.
Minha lista é a que segue
01) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/06/argumentos-contra-racismo-n-01.html (4.647 acessos, de 2012a até 2017, em 12/07/2017).
02) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2013/09/o-que-e-racismo-institucional.html (4.376 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
03) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/06/argumentos-contra-racismo-n-01.html (4.647 acessos, de 2012a até 2017, em 12/07/2017).
04) Contribuições Científicas e Tecnológicas:
04.1) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2013/03/negras-cientistas.html (1.714 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
04.2) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2012/11/george-washington-carver-americano_25.html (1.404 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
05) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2013/06/as-vantagens-de-ser-branco-no-brasil.html (1.142 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
06) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/03/projeto-negritude-na-rua.html (773 acessos, de 2012a até 2017, em 12/07/2017);
07) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/04/projeto-negritude-na-rua-integrantes.html (677 acessos, de 2012a até 2017, em 12/07/2017);
08) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/03/a-negritude-brasileira-e-sua.html (634 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
08) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/03/penso-logo-existo.html (586 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
09) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2013/01/novas-contribuicoes-negras-tecnologia.html (578 acessos, de 2012 até 2017, em 12/07/2017);
10) http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/04/projeto-negritude-na-rua-integrantes.html (677 acessos, de 2012a até 2017, em 12/07/2017).
Qual é a sua lista de assuntos sugeridos para compor a referida grade?

GRUPO MATRIZ COORDENADOR DE AÇÕES NACIONAIS A FAVOR DA COMUNIDADE PRETA BRASILEIRA; Parte 07
Fatores Objetivos Que Devem Ser Levados em Considerações nas Apresentações das Ideias e das Propostas Desse Grupo Matriz nos Subúrbios Brasileiros em Geral, e, em Particular, nos Subúrbios Não Aburguesados, nos Bairros Periféricos e nas Áreas onde Predominam Remanescentes de Quilombolas e Afins
Os primeiros desafios que os adeptos das lutas negras antirracistas têm, para atingir o protagonismo político são construir um pensamento político capaz de interessar aos mais pobres, minimizar os conflitos de interesses entre integrantes de u’a mesma organização ou entre diferentes organizações de Movimentos sociais e políticos, estimularem a emergência de lideranças com raízes sociais e políticas fincadas em organizações negras e/ou afrodescendentes capazes de se mostrarem úteis nas soluções de problemas vividos pelos moradores de subúrbios e “quebradas” brasileiros.
 Por outro lado também os promotores dessas organizações precisarão, muitas vezes, para facilitar entendimentos entre diferentes organizações, conhecerem as realidades vividas pelos interessados em se organizarem, dar sugestões apropriadas a cada realidade presenciada, sugerirem propostas, estimularem discussões entre os interessados em se organizarem, sugerirem conclusões, ajudar na identificação daqueles pontos percebidos como convergentes entre os interessados e – importante – ajudar na construção de u’a pauta viável em novas discussões entre organizações diferentes.
 Entendimentos numa organização somente se tornam possíveis, quando seus integrantes aprendem que - identificados os objetivos aceitos por todos – atingi-los é mais importante do que cultivar vaidades pessoais de sempre ver suas propostas pessoais saírem vencedoras.
Também é importante destacar que em reuniões que envolvem mais de duas organizações, são válidas as mesmas recomendações feitas na condução de reunião
entre membros de uma só associação, mas destacando que, neste caso, as reuniões são feitas entre membros representantes de diretorias de organizações diferentes. Neste caso somente constará da pauta aqueles pontos em que a maioria dos representantes de organizações diferentes está de acordo.

 Os demais pontos em desacordos ficam para serem discutidos em outras oportunidades e dentro de novas circunstâncias favoráveis aos possíveis entendimentos.
As lutas negras antirracistas, para ter seus interesses atendidos pelo Estado Brasileiro, terão que aprender a despertarem os interesses dos pobres em se organizarem socialmente para reivindicarem as satisfações dos seus interesses, aprender estimular o aparecimento de lideranças com raízes nessas e orientá-los nos mecanismos de controle político dessas lideranças políticas que os representam.
Por outro lado também esses promotores da cidadania dos pobres, já dispondo de um Pensamento Político para a Negritude brasileira, automaticamente terão todos os instrumentais necessários para irem às ruas dos subúrbios e “quebradas”, iniciarem os processos de “conscientizações políticas indiretas”, estimulando os moradores locais a se organizarem em torno dos seus próprios interesses.
Os trabalhos voluntários desses promotores da cidadania serão identificar alguns possíveis interessados nesses locais, identificar as aspirações fundamentais desses moradores, convidá-los para reunião em local a se escolher em função das conveniências locais, apresentar o trabalho, destacando que o mesmo não têm vínculos políticos, estimulá-los a exporem suas experiências de vidas e mostrar-se disposto a auxiliá-los nas escolhas, sejam elas quais forem.
Entra-se na fase em que os participantes expõem e discutem ideias e propõem soluções.
Já levantadas todas as possíveis soluções mais apropriadas para os problemas vivenciados pela maioria deles em seus dia-a-dias, é chegada a hora de estimulá-los a discutirem solução por solução.

Para tornar os tempos das discussões os menores possíveis, os promotores da cidadania orientam aos integrantes da organização reunir aquelas soluções com alguma semelhança entre si num mesmo grupo.
Para ganhar mais tempo ainda nas discussões, criam-se tantos grupos de discussões quantos forem os grupos de soluções propostas e cada grupo de integrantes são estimulados a escolherem sua melhor solução.
Cada solução apresentada por cada grupo voltam a ser discutidas do ponto de vista de qual objetivo se deseja atingir, de que forma ela será posta em prática, privilegiando sua simplicidade, facilidade em ser posta em praticada e destacar outras questões, no momento e de acordo com a realidade que o objetivo requer.
Finalmente, dessa forma, estará sendo respeitado o principal critério de tirar o menor número possível de soluções. Esta providência ajudará selecionar sempre poucas soluções, mas de amplo alcance. Isso facilitará sempre chegar a uma pauta pequena e capaz de atender às expectativas da maioria dos presentes.
 É que, atuar em todas as frentes sociais e políticas é o caminho mais curto, para se levar as lutas negras antirracistas ao fracasso político, por causa da usual falta de união necessária, para se obter as nossas tão sonhadas relevâncias social e política, conforme a realidade insiste em nos mostrar e nós insistimos em não aceitarmos as causas.
Assim, finalmente a organização em questão terá – preferencialmente - alguns objetivos de luta e argumentos para defendê-los perante sua rua, seu bairro etc e saberá identificar similaridades de objetivos capazes de unirem organizações diferentes numa mesma cidade, região, Estado e junto com outras organizações de Estados diferentes. O mais importante ainda é que, em cada nível de discussões desses, irão surgindo naturalmente aqueles potenciais candidatos a líderes capazes
de representarem as organizações legitimamente nos diferentes níveis de discussões.
Pode-se destacar a importância do surgimento de lideranças sociais e políticas, surgidas durante esses processos de organizações, com suas raízes ficadas em bases pobres e, por consequências, amplamente negras.
Essas bases pobres e, por consequências, amplamente negras – graças aos avanços dos processos de organizações para a cidadania – terão a tendências de, pouco a pouco, irem aprendendo como se organizarem em benefícios próprios, o que é a política, como escolher, votar e fiscalizar as ações dos seus representantes em quaisquer lugares em que houver necessidades de essas lideranças representarem seus eleitores e os interesses desses mesmos eleitores.
Como uma das nossas mais importantes preocupações deste será levar mais cidadania para os subúrbios e quebradas brasileiros, este formato de trabalho é a melhor arma que os adeptos das lutas negras antirracistas têm, para vencer os obstáculos que as grandes mídias impõem à disseminação de ideias que satisfazem aos interesses e ainda se constitui numa excelente oportunidade de exercitarmos nossas capacidades de construirmos nossas autonomias ideológicas e políticas em relação às direita e/ou esquerda. É que tanto a direita quanto a esquerda já demonstraram cabalmente suas incapacidades de serem capazes de resolver os problemas que afligem a Negritude brasileira antes, agora e no futuro.
Finalmente estejamos atentos àqueles que tentarão nos desanimar dessa nossa empreitada, usando os mais diversos argumentos, porque o que nossos inimigos mais temem é perderem o poder que até hoje tiveram para nos imobilizarem social e politicamente, controlando-nos sob as mais variadas e disfarçadas formas, sendo a principal delas desenvolver em nós o sentimento de sermos inferiores a eles.
Os controles que exerciam sobre nós começaram a ruir, com o surgimento das redes virtuais, acompanhada de u’a massa de negros educados e comprometidos com os nossos interesses sociais, culturais, econômicos e políticos e que, ao mesmo tempo, estamos vislumbrando formas alternativas de ultrapassarmos as barreiras que o Racismo Institucional e as grandes mídias impuseram até agora às nossas necessidades de comunicações em larga para disseminar nossas ideias.
As barreiras impostas pelo Racismo Institucional e as grandes mídias podem ser ultrapassadas construindo um Pensamento Político para a Negritude Brasileira. Esse Pensamento nos orientará sobre como trabalhar a formação de voluntários orientadores de organizações de associações para disseminação de conceitos de cidadania entre os pobres, entre os quais a maioria é negra.
O segredo desse trabalho é - com apoio de um Pensamento Político para a Negritude Brasileira - ir formando voluntários dispostos a, inicialmente, trabalhar com pequenos grupos de integrantes dispostos a serem novos voluntários e ir para as ruas  mostrar como os adeptos das lutas negras antirracistas podem ser úteis auxiliando na orientação de como solucionar – na prática - problemas vivenciados pelos pobres, dentre os quais a maioria é negra.
Conforme se pode perceber, ficar-se nos lugares comuns generalizando que “os negros brasileiros não progridem, porque são desunidos”, “negros não gostam de negros”, “negros pensam que são brancos” e... Haja desculpas para não se procurar informações, pensar sobre os conhecimentos obtidos, formar opiniões sobre esses conhecimentos, interagir com pessoas afins, fazer propostas, discutir tais propostas, tirar conclusões e, em grupos, selecionar aquelas conclusões que tendem satisfazer a maioria daqueles que as tiraram, estabelecer objetivos e ir p’ra rua trabalhar focados nesses objetivos, isto sempre vai gerar grandes resistências apoiadas naqueles “lugares comuns” colocados por negros, assim como também por racistas e seus simpatizantes.
Felizmente começa surgir entre os adeptos das lutas negras antirracistas a percepção de que a Negritude, para adquirir relevância política no Brasil, não é necessária aguardar que todos os potenciais negros brasileiros adiram à ideia de Negritude. Para isto existe o conceito de Massa Crítica(*) de Adeptos da Negritude no Brasil....
(*)“... Massa crítica de adeptos da Negritude se refere à quantidade de integrantes que estão de acordo sobre algumas ideias fundamentais de interesses comuns e são capazes de formalizarem posições políticas próximas entre si que, na prática, são capazes de fazer diferenças a favor de questões mal resolvidas ou sem solução, mas que, nos ambientes sociais em que tais integrantes vivem, essas propostas são percebidas e aceitas  como alternativas de soluções para os problemas  sociais, culturais, econômicos e políticos vividos pelos de locais específicos.

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