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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quem não pensar os outros pensarão por ele


QUANDO NÃO PENSAMOS, ALGUÉM PENSARÁ POR NÓS EM CAUSA PRÓPRIA
por José Teodoro Costa



Algumas colocações seguem, para pensarmos em questões para as quais damos poucas atenções. "Querem reunir negros?..." Comecem abrindo mão das "imaculadas certezas pessoais" - que os demais não compreendem -, mas favorecendo propostas pessoais para discussões, retiradas de conclusões conjuntas e propostas consensuais. Vamos aprendermos uns com os outros o real significado da palavra GENEROSIDADE em nome dos interesses da Comunidade Negra brasileira. Os pobres brasileiros dentre os quais a maioria é negra, consciente ou inconscientemente, e sem a necessidade de serem sempre lembrados das respectivas negritudes, porque esse lembrete não agrega simpatia às causas da militância negra. No íntimo quem é negro sabe que o é... Aproximemo-nos uns dos outros  com humildade e  escutemo-nos mutuamente. As causas pelas quais vale a pena unirmos são necessidades comuns a todos, inclusive àqueles que tiveram alguma  chance diferenciada em relação à maioria. Ofereçam a mão em apoio, escutem suas necessidades e nos coloquemo-nos à disposição em achar a solução compatível. A maioria sabe que é importante exercer sua cidadania, mas não sabem como. Nós precisamos de quem saiba nos ouvir, de quem traduza os sinais acadêmicos para formas as quais somos capazes de entender e não precisamos de quem deseja nos impor visões de mundos, para nós, sem nenhum sentido prático na realidade em que vivemos. Não sabem como fazer isso? Vocês se letraram, fizeram cursos superiores e/ou, por iniciativa própria, adquiriram culturas diferenciadas. Será que essas habilidades, aliadas com suas experiências pessoais que não batem com aquilo que aprenderam academicamente ou por conta própria não lhes predispõe a questionamentos livres das interferências sociológicas ou políticas viciadas? As histórias da formação da cultura brasileira estão aí para nos orientar. Informem-se com fontes originais e originadas fora das academias e fora dos discursos políticos que pregam uma coisa e, atingindo seus objetivos pessoais ou grupais com as nossas ajudas, nos põem de lado. Pensem nos conhecimentos acadêmicos que obtiveram, comparem com as informações alternativas autonomamente obtiveram e, sobre tais conhecimentos, tiremos nossas próprias conclusões. Nossos inimigos jamais irão nos ensinar qual é o caminho das pedras sob as águas, para atravessarmos e não afogarmos . A Comunidade Negra brasileira precisa urgentemente de novas lideranças sinceramente comprometidas com os destinos dos demais e nascidos da organização social orientada por essas futuras lideranças, mas com discursos autônomos e apropriados para defenderem os reais interesses nossos. Portanto todo cuidado é pouco com as teorias de organizações sociais e políticas baseadas em ideologias que não permitem que nós as critiquemos, quando os resultados das suas ações repetidamente deixam a Comunidade Negra Brasileira onde não escolhemos estar, apesar das melhoras que possibilitaram acontecer nas nossas vidas. Não estará  apto a construir o presente e o futuro da Comunidade Negra brasileira quem não quiser pensar, propor, discutir concretamente,  tirar conclusões e propor soluções que signifiquem alternativas de soluções para problemas comuns à Comunidade negra brasileira à qual por livre e espontânea vontade cada um decide pertencer. Portanto não é necessário organizar todos os negros e mestiços para se construir o protagonismo social e político negro no Brasil. Precisamos sim daqueles capazes de construir ideias negras factíveis, que saiba defendê-las em discussões e daqueles capazes de abdicarem de pontos de vistas pessoais ou grupais em benefício da construção de união daqueles que sabem que sozinhos ou em confrarias nada conseguirão construir.

Um comentário:

Maristela Farias disse...

"Todo preconceituoso é covarde.O ofendido precisa compreender...".Esta frase li hoje, num artigo do filósofo Mário Sérgio Cortella, mas sinceramente? Não preciso compreender, não tenho absoluta necessidade de compreender ou entender um idiota.

 

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