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sábado, 28 de março de 2015

Projeto "Negritude na Rua"

PROJETO “NEGRITUDE NA RUA”

(Uma Proposta para Discussões, Inserções, Alterações e Supressões, Assim como para Servir de Base para Fazer Outros Projetos Pessoais, em Quaisquer Circunstâncias de Trabalhos com Perspectivas Parecidas com Esta Que Propomos)
José Teodoro Costa
Introdução
Minha expectativa é que daqui algum tempo, este Projeto se transforme num documento de autoria coletiva, capaz de ser estruturado com uma coluna vertebral, ainda a ser construída:  um Pensamento Ideológico e Político Autônomo para os Adeptos da Negritude Brasileira.
Utopia?
Que Seja!...
Mas esta é uma utopia que só depende daqueles que verdadeiramente tiverem responsabilidade com a disseminação do espírito da CIDADANIA AO ALCANCE DE TODOS E, POR ISSO MESMO, INDISTINTAMENTE INDEPENDENTE DE CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS, GRUPAIS, IDEOLÓGICAS, POLÍTICAS FLUÍDAS; AO SABOR DAS CONJUNTURAS, CONVENIENTEMENTE APROVEITADAS POR ALGUNS E IGNORADAS POR MUITOS...
JUSTIFICATIVA:
Uma das maiores dificuldades que os adeptos da Negritude brasileira têm são as interdições que o Racismo Institucional, por intermédio das Instituições de ensino Públicas e Privadas – em quaisquer níveis -, dos seus materiais didáticos e das grandes mídias sempre fizeram, fazem e ainda farão às apresentações das histórias negras no Brasil e no Mundo; e às diversas manifestações da Cultura Negra gerenciada pelo próprio negro, principalmente no Brasil.
O que justifica a implantação desse projeto é a impossibilidade que os adeptos da Negritude têm para - nas atuais conjunturas sociais, culturais, econômicas e políticas que se apresentam no Brasil, remover as interdições já referidas.
Esse projeto de trabalho se propõe achar soluções alternativas e viáveis, para superar as interdições já, antes, referidas, por intermédio de um projeto de trabalho amparado, inicialmente, em um pequenos grupo de pessoas dispostas a criar, juntas, u’a metodologia de trabalho prático e capaz de superar aquelas interdições.  Posteriormente, o grupo procurará se ampliar, já tendo em mãos um método de trabalho passível de ser adaptado às necessidades dos locais em que surgirem outros grupos de pessoas dispostas a se engajarem nesse Projeto – os multiplicadores. Esses multiplicadores prepararão voluntários formadores de tantos pequenos grupos quantos forem possíveis e em quaisquer lugares onde puderem ser implantados, com autonomias para adaptarem a metodologia inicialmente criada aos locais e condições em precisarem ser empregadas, tendo como foco a disseminação da noção de cidadania entre pessoas, dentro das suas famílias, assim como em ruas, bairros, cidades, regiões e Estados no Brasil.
OBJETIVO:
Criar alternativas de superar as interdições que o Racismo Institucional submete a população pobre brasileira; aonde sabemos que a maioria é negra ou mostra fortes heranças negras.  Com este Projeto deseja-se criar inúmeros pequenos grupos de monitores-multiplicadores, responsáveis por formarem voluntários capacitados em trabalhos com pequenos grupos de pessoas, em locais onde os moradores têm dificuldades de exercerem ou fazerem valer suas cidadanias.
FASES DESTE PROJETO
01) “Garimpar” pessoas dispostas a acharem as possíveis alternativas para se atingir o objetivo proposto;
02) Propor, discutir tais propostas com os demais integrantes, tirar conclusões compartilhadas e propor metodologias de ações práticas para organizar pequenos grupos e articular esses grupos entre si, seja rua-a-rua, bairro-a-bairro, cidade-a-cidade, região a região e,  finalmente, Estados-a-Estados no Brasil;
03) Definir em que nível político o trabalho será iniciado( se municipal, Estadual ou federal);
            Em cada nível, deverá se definir os sub-níveis apropriados para iniciar este modelo de Projeto.
04) Após observar as características locais(sociais, materiais e culturais) definir qual será o foco do trabalho e as metodologias mais adequadas para implantar este modelo de Projeto;
 05) Definir Metodologias de trabalho apropriadas cada local escolhido para se implantar este modelo de Projeto;
A) Fazer levantamentos de interesses relevantes;
           
A) Determinar quais assuntos são passíveis de serem abordados no local escolhido;
            C) Selecionar os assuntos mais pertinentes ao local;
            D) Definir as melhores formas de abordar cada assunto selecionado;
Iniciando o trabalho:
A) Preparando a reunião dos possíveis interessados;
B) Escolher a metodologia mais apropriada para preparar a reunião;
            C) Definir local de reunião;
            D) Saber qual é o tamanho do local escolhido para a reunião; 
            E) Sabendo que cada pessoa ocupa uma área de 1,0 m², pode-se ocupar até 60% da área do local escolhido para reunião;
            F) Definir o perfil das pessoas convidadas com vistas a fundar a associação. Dá-se preferência por pessoas que, previamente, e por informações, já se saiba que tais pessoas são formadoras de opiniões no local;       
            G) Redigir e fazer a quantidade de convites necessários, onde obrigatoriamente tem escrito o motivo da reunião e o que será apreciado e discutido, local da reunião, data da reunião e a hora da reunião;
            H) Distribuir os convites com pelo menos 72 horas de antecedência da ocorrência da reunião.
Abertura da Reunião:
            Os orientadores dos trabalhos voluntários sempre devem estar presentes nos locais das reuniões ANTES DA CHEGADA DOS PRIMEIROS CONVIDADOS.
            Recomenda-se uma comissão de pelo menos três orientadores voluntários e não mais do que cinco. Nessa comissão uma pessoa é responsável pela coordenação dos trabalhos e os demais fazem trabalhos auxiliares. Porém nada impede que, de uma reunião para a outra haja alternância de funções.
            Abre-se qualquer reunião, declarando-a “Aberta” e seguindo a apresentação dos assuntos que constam dos convites.
            O Coordenador Voluntário passa uma lista em papel almaço, avisando aos presentes que cada um deve preenchê-la, com nome, profissão, endereço completo, telefone e pelo menos hum endereço virtual (página de Facebook, e-mail, Twitter  etc). Assim ficará mais fácil entrar em contato com cada um dos presentes em futuras reuniões.
Cada assunto é apresentado aos presentes sempre de formas hierarquizadas e em função das realidades e necessidades locais previamente focadas e provisoriamente seguindo uma ordem de apresentação para discussão, de acordo com o que a Comissão de voluntários determinou.
            O coordenador voluntário solicita aos seus auxiliares que, a partir de então, façam anotações de ideias, problemas, sugestões de soluções e quaisquer assuntos a mais que forem julgados relevantes naquela reunião. 
            Os orientadores voluntários procuram estimular as exposições de suas ideias pelos presentes, pois assim eles têm maiores possibilidades de se envolverem mais nas discussões e também se sentirem corresponsáveis pelas soluções surgidas nas reuniões.
            Terminada esta fase de exposições de interesses dos presentes, os assuntos provisoriamente hierarquizados pela Comissão de Voluntários, assumem a hierarquia determinada pelos interesses demonstrados pelos presentes.
            Formam-se então tantos subgrupos de presentes quantos forem os grupos de assuntos de interesses desses presentes, levantados nesta reunião. Recomenda-se que cada subgrupo seja composto de número impar de integrantes, porque fica mais fácil evitar tirar mais de uma conclusão ou solução, por causa da ocorrências de empates nas escolhas.
            Estimula-se cada subgrupo a definir seu representante naquela reunião.
            Cada subgrupo, auxiliado por representantes da Comissão e com tempo determinado, discutem aquilo que lhes competem e tiram suas conclusões, também, hierarquizadas em ordem decrescente de adesões.
            Antes da apresentação de todas as conclusões subgrupais, a Comissão de Voluntário faz uma rápida explanação sobre a importância ética de se valorizar os interesses do maior número de pessoas possível, em detrimento das vaidades pessoais, grupais e/ou partidárias, uma vez que AS CONQUISTAS MAIS IMPORTANTES DE UMA SOCIEDADE SÃO AQUELAS QUE BENEFICIAM O MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS QUE  COMPÕEM ESSA MESMA SOCIEDADE, DESTACANDO AINDA A IMPORTÂNCIA DE SE RESPEITAR SEMPRE OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS REPRESENTADAS NAS REUNIÕES.    
            Finalmente reúnem-se todos os presentes novamente e cada representante de subgrupo apresenta sua conclusão aos demais, fazendo uma breve defesa da mesma. Em seguida a Comissão de voluntários pergunta se alguém deseja tirar alguma dúvida. Não havendo mais dúvidas, a mesma Comissão põem todas as conclusões apresentadas em votação;  todos votam na proposta de conclusão que individualmente lhes convier.
            Se houver empate, as conclusões empatadas se tornarão “conclusões de todos”.
 Chama-se atenção daqueles subgrupos, cujas conclusões não foram majoritariamente votadas, que  SUAS CONCLUSÕES, APESAR DE  NO MOMENTO NÃO ESTAREM ENTRE AQUELAS QUE REPRESENTARÃO AS VONTADES DO GRUPO, REPRESENTAM UM IMPORTANTE ESFORÇO DE COLABORAÇÃO DO TRABALHO A FAVOR INTERESSES DE TODOS, pois elas, noutras ocasiões mais propícias, poderão fazer grande diferença, a favor de futuras discussões do Grupo e em favor dos interesses coletivos representados.
            A COMISSÃO APROVEITA PARA REFORÇAR A IMPORTÂNCIA DO RESPEITO ÀS VONTADES DA MAIORIA, MAS, TAMBÉM RESPEITANDO OS INTERESSES LEGÍTIMOS DAS MINORIAS, ENFATIZANDO QUE ESSE É O PRINCÍPIO BÁSICO DA DEMOCRACIA RADICAL E A FAVOR DAS SATISFAÇÕES DAS DEMANDAS POLÍTICAS COLETIVAS, JÁ QUE AS DECISÕES POLÍTICAS INSTITUCIONAIS SÃO TOMADAS EM FUNÇÃO DA QUANTIDADE DE PESSOAS INTERESSADAS NELAS.
            Nesse ponto está definida a pauta representativa das demandas políticas de qualquer organização; portanto, a partir de então, este grupo já tem com que dialogar e defender seus interesses politicamente com quaisquer outras organizações e grupos sociais, culturais, econômicos e políticos, de quaisquer tamanhos ou níveis.
            Finalmente a Comissão de voluntários aproveita a oportunidade para mostrar aos presentes, em quaisquer reuniões, que ELES ACABARAM DE PARTICIPAR – COMO CIDADÃOS – DE UM DENTRE OS VÁRIOS EXEMPLOS DE PROCESSOS DE ESCOLHA POLÍTICA E LEGÍTIMA, PORQUE O MESMO SE FÊZ NA INSTÂNCIA MAIS IMPORTANTE DE UM REGIME QUE RESPEITA A DEMOCRACIA RADICAL – UMA REUNIÃO DE CIDADÃOS, PASSÍVEIS DE SEREM REPRESENTADOS POLITICAMENTE E VEREM SUAS DEMANDAS DEFENDIDAS  EM QUAISQUER INSTÂNCIAS POLÍTICAS INSTITUCIONAIS, PÚBLICAS OU PRIVADAS, EM TROCA DOS SEUS APOIOS POLÍTICOS; APOIO ESTE SEMPRE SUJEITO A SER REVISTO, SE O REPRESENTANTE TRAIR A CONFIANÇA DO REPRESENTADO.


terça-feira, 24 de março de 2015

OS MOVIMENTOS NEGROS BRASILEIROS PRECISAM APRENDER SE MOSTRAR ÚTEIS, PARA SEREM OUVIDOS

OS MOVIMENTOS NEGROS BRASILEIROS PRECISAM APRENDER SE MOSTRAR ÚTEIS, PARA SEREM OUVIDOS
José Teodoro Costa
Os primeiros desafios que os adeptos das lutas negras antirracistas têm, para atingir o protagonismo político são construir um pensamento político capaz de interessar aos mais pobres, minimizar os conflitos de interesses entre integrantes de u’a mesma organização ou entre diferentes organizações de Movimentos sociais e políticos, estimularem a emergência de lideranças com raízes sociais e políticas fincadas em organizações negras e/ou afrodescendentes capazes de se mostrarem úteis nas soluções de problemas vividos pelos moradores de subúrbios e “quebradas” brasileiros.
 Por outro lado também os promotores dessas organizações precisarão, muitas vezes, para facilitar entendimentos entre diferentes organizações, conhecerem as realidades vividas pelos interessados em se organizarem, dar sugestões apropriadas a cada realidade presenciada, sugerirem propostas, estimularem discussões entre os interessados em se organizarem, sugerirem conclusões, ajudar na identificação daqueles pontos percebidos como convergentes entre os interessados e – importante – ajudar na construção de u’a pauta viável em novas discussões entre organizações diferentes.
  
Entendimentos numa organização somente se tornam possíveis, quando seus integrantes aprendem que - identificados os objetivos aceitos por todos – atingi-los é mais importante do que cultivar vaidades pessoais de sempre ver suas propostas pessoais saírem vencedoras.

Também é importante destacar que em reuniões que envolvem mais de duas organizações, são válidas as mesmas recomendações feitas na condução de reunião
entre membros de uma só associação, mas destacando que, neste caso, as reuniões são feitas entre membros representantes de diretorias de organizações diferentes. Neste caso somente constará da pauta aqueles pontos em que a maioria dos representantes de organizações diferentes está de acordo.

 Os demais pontos em desacordos ficam para serem discutidos em outras oportunidades e dentro de novas circunstâncias favoráveis aos possíveis entendimentos.

As lutas negras antirracistas, para ter seus interesses atendidos pelo Estado Brasileiro, terão que aprender a despertarem os interesses dos pobres em se organizarem socialmente para reivindicarem as satisfações dos seus interesses, aprender estimular o aparecimento de lideranças com raízes nessas e orientá-los nos mecanismos de controle político dessas lideranças políticas que os representam.

Por outro lado também esses promotores da cidadania dos pobres, já dispondo de um Pensamento Político para a Negritude brasileira, automaticamente terão todos os instrumentais necessários para irem às ruas dos subúrbios e “quebradas”, iniciarem os processos de “conscientizações políticas indiretas”, estimulando os moradores locais a se organizarem em torno dos seus próprios interesses.
Os trabalhos voluntários desses promotores da cidadania serão identificar alguns possíveis interessados nesses locais, identificar as aspirações fundamentais desses moradores, convidá-los para reunião em local a se escolher em função das conveniências locais, apresentar o trabalho, destacando que o mesmo não têm vínculos políticos, estimulá-los a exporem suas experiências de vidas e mostrar-se disposto a auxiliá-los nas escolhas, sejam elas quais forem.

Entra-se na fase em que os participantes expõem e discutem ideias e propõem soluções.

Já levantadas todas as possíveis soluções mais apropriadas para os problemas vivenciados pela maioria deles em seus dia-a-dias, é chegada a hora de estimulá-los a discutirem solução por solução.

Para tornar os tempos das discussões os menores possíveis, os promotores da cidadania orientam aos integrantes da organização reunir aquelas soluções com alguma semelhança entre si num mesmo grupo.

Para ganhar mais tempo ainda nas discussões, criam-se tantos grupos de discussões quantos forem os grupos de soluções propostas e cada grupo de integrantes são estimulados a escolherem sua melhor solução.

Cada solução apresentada por cada grupo voltam a ser discutidas do ponto de vista de qual objetivo se deseja atingir, de que forma ela será posta em prática, privilegiando sua simplicidade, facilidade em ser posta em praticada e destacar outras questões, no momento e de acordo com a realidade que o objetivo requer.

Finalmente, dessa forma, estará sendo respeitado o principal critério de tirar o menor número possível de soluções. Esta providência ajudará selecionar sempre poucas soluções, mas de amplo alcance. Isso facilitará sempre chegar a uma pauta pequena e capaz de atender às expectativas da maioria dos presentes.
  
É que, atuar em todas as frentes sociais e políticas é o caminho mais curto, para se levar as lutas negras antirracistas ao fracasso político, por causa da usual falta de união necessária, para se obter as nossas tão sonhadas relevâncias social e política, conforme a realidade insiste em nos mostrar e nós insistimos em não aceitarmos as causas.

Assim, finalmente a organização em questão terá – preferencialmente - alguns objetivos de luta e argumentos para defendê-los perante sua rua, seu bairro etc e saberá identificar similaridades de objetivos capazes de unirem organizações diferentes numa mesma cidade, região, Estado e junto com outras organizações de Estados diferentes. O mais importante ainda é que, em cada nível de discussões desses, irão surgindo naturalmente aqueles potenciais candidatos a líderes capazes
de representarem as organizações legitimamente nos diferentes níveis de discussões.

Pode-se destacar a importância do surgimento de lideranças sociais e políticas, surgidas durante esses processos de organizações, com suas raízes ficadas em bases pobres e, por consequências, amplamente negras.
Essas bases pobres e, por consequências, amplamente negras – graças aos avanços dos processos de organizações para a cidadania – terão a tendências de,  pouco a pouco, irem aprendendo como se organizarem em benefícios próprios, o que é a política, como escolher, votar e fiscalizar as ações dos seus representantes em quaisquer lugares em que houver necessidades de essas lideranças representarem seus eleitores e os interesses desses mesmos eleitores.

Como uma das nossas mais importantes preocupações deste será levar mais cidadania para os subúrbios e quebradas brasileiros, este formato de trabalho é a melhor arma que os adeptos das lutas negras antirracistas têm, para vencer os obstáculos que as grandes mídias impõem à disseminação de ideias que satisfazem aos interesses e ainda se constitui numa excelente oportunidade de exercitarmos nossas capacidades de construirmos nossas autonomias ideológicas e políticas em relação às direita e/ou esquerda. É que tanto a direita quanto a esquerda já demonstraram cabalmente suas incapacidades de serem capazes de resolver os problemas que afligem a Negritude brasileira antes, agora e no futuro.

Finalmente estejamos atentos àqueles que tentarão nos desanimar dessa nossa empreitada, usando os mais diversos argumentos, porque o que nossos inimigos mais temem é perderem o poder que até hoje tiveram para nos imobilizarem social e politicamente, controlando-nos sob as mais variadas e disfarçadas formas, sendo a principal delas desenvolver em nós o sentimento de sermos inferiores a eles.

Os controles que exerciam sobre nós começaram a ruir, com o surgimento das redes virtuais, acompanhada de u’a massa de negros educados e comprometidos com os nossos interesses sociais, culturais, econômicos e políticos e que, ao mesmo tempo, estamos vislumbrando formas alternativas de ultrapassarmos as barreiras que o Racismo Institucional e as grandes mídias impuseram até agora às nossas necessidades de comunicações em larga para disseminar nossas ideias.

As barreiras impostas pelo Racismo Institucional e as grandes mídias podem ser ultrapassadas construindo um Pensamento Político para a Negritude Brasileira. Esse Pensamento nos orientará sobre como trabalhar a formação de voluntários orientadores de organizações de associações para disseminação de conceitos de cidadania entre os pobres, entre os quais a maioria é negra.

O segredo desse trabalho é - com apoio de um Pensamento Político para a Negritude Brasileira - ir formando voluntários dispostos a, inicialmente, trabalhar com pequenos grupos de integrantes dispostos a serem novos voluntários e ir para as ruas  mostrar como os adeptos das lutas negras antirracistas podem ser úteis auxiliando na orientação de como solucionar – na prática - problemas vivenciados pelos pobres, dentre os quais a maioria é negra.

Conforme se pode perceber, ficar-se nos lugares comuns generalizando que “os negros brasileiros não progridem, porque são desunidos”, “negros não gostam de negros”, “negros pensam que são brancos” e... Haja desculpas para não se procurar informações, pensar sobre os conhecimentos obtidos, formar opiniões sobre esses conhecimentos, interagir com pessoas afins, fazer propostas, discutir tais propostas, tirar conclusões e, em grupos, selecionar aquelas conclusões que tendem satisfazer a maioria daqueles que as tiraram, estabelecer objetivos e ir p’ra rua trabalhar focados nesses objetivos, isto sempre vai gerar grandes resistências apoiadas naqueles “lugares comuns” colocados por negros, assim como também por racistas e seus simpatizantes.

Felizmente começa surgir entre os adeptos das lutas negras antirracistas a percepção de que a Negritude, para adquirir relevância política no Brasil, não é necessária aguardar que todos os potenciais negros brasileiros adiram à ideia de Negritude. Para isto existe o conceito de Massa Crítica(*) de Adeptos da Negritude no Brasil...
(*)“... Massa crítica de adeptos da Negritude se refere à quantidade de integrantes que estão de acordo sobre algumas ideias fundamentais de interesses comuns e são capazes de formalizarem posições políticas comuns que, na prática, são capazes de fazer diferença quanto a questões mal resolvidas ou sem solução, mas que, nos ambientes sociais em que tais integrantes vivem, suas propostas são percebidas e aceitas  como alternativas de soluções para os problemas  sociais, culturais, econômicos e políticos vividos pelos habitantes de tais ambientes.” ... Veja mais sobre isto em  http://digiartesgraficas.blogspot.com.br/2015/03/a-negritude-brasileira-e-sua.html




segunda-feira, 16 de março de 2015

A Negritude Brasileira e Sua Organização Política com Base Social

NEGRITUDE BRASILEIRA E MASSA CRÍTICA POLÍTICA COM BASE SOCIAL
José Teodoro Costa


 (*)Massa crítica de adeptos da Negritude se refere à quantidade de integrantes que estão de acordo sobre algumas ideias fundamentais de interesses comuns e muitos que ouvem tais integrantes dessa massa crítica se identificam com as ideias e  posições expostas por eles. Por outro lado esses integrantes dessa massa crítica são capazes de proporem  possíveis soluções para problemas comuns à maioria dos que convivem no mesmo ambiente em que eles(os integrantes) também convivem com os demais moradores e estes moradores simpatizam com as ideias e as propostas apresentadas  por estes mesmos integrantes.” Esse ambiente comum pode ser uma rua, um bairro, uma cidade, uma região ou um Estado brasileiro.


Os adeptos da Negritude brasileira, precisam, o mais rápido possível, de formarem u'a massa crítica(*), mobilizada em torno de  algumas conclusões políticas comuns e com discursos políticos também unificados. Os discursos dessa massa crítica precisam ser unificados, porque, em quaisquer organizações - seja ela constituída por um pequeno grupo de u'a rua, de um bairro, de uma cidade etc. - se cada integrante fizer um discurso diferente sobre questões fundamentais para a união de todos, a credibilidade dessa organização naufraga. Por outro lado, nenhuma organização sobrevive, se seus integrantes não se dispuserem a sacrificarem ideias pessoais ou de pequenos grupos dentro de uma organização, mas que não são aceitas pela maioria. Por isso é que dentro das organizações bem sucedidas seus integrantes pensam, propõem, discutem todas as propostas - cada um defendendo a sua proposta -, tiram conclusões e propõem estratégias de se atingir os respectivos objetivos propostos.  Por qual razão se escolhem um pequeno número de questões consideradas fundamentais para unir uma organização? A resposta é que, na medida em que cresce o número de questões consideradas fundamentais e supostamente necessárias para se fazer os acordos aceitos pela maioria dos seus integrantes, CRESCEM TAMBÉM AS DIFICULDADES DE SE FAZER ACORDOS ACEITOS PELA MAIORIA.  Por isso é que as organizações políticas bem sucedidas em seus objetivos são compostas basicamente por integrantes despidos das vaidades de SEREM OS DONOS DAS VERDADES.  Com essa massa crítica estaremos dispensados de "dar murro em pontas de facas", quando abordamos a questão de que "falta consciência negra onde ela deveria existir", enquanto, igualmente, lamentamos que, no Brasil, "negros são desunidos". Construamos e essa massa crítica política com os adeptos da que já possuem consciência política para isso. Como fazer isso?... Conversando com seus amigos sensíveis às questões ligadas à Negritude brasileira, pensando e propondo ideias, discutindo tais ideias, selecionando propostas fundamentais que surgirem e sobre as quais a maioria está de acordo, estimulando cada integrante do grupo de amigos a formar "seu próprio grupo de amigos", levando a eles, para discussões, as propostas acordadas e já conhecidas.   MOVIMENTOS DE ADEPTOS DA NEGRITUDE QUE NASCEM EM GRUPOS DE AMIGOS AFINS E EVOLUEM PARA RUAS E BAIRROS DE U'A MESMA CIDADE, REGIÃO E ESTADOS, NUNCA ESQUECEM SUAS RAÍZES... Se esses movimentos insistirem em "esquecerem suas raízes", também perdem força política, são punidos por isso e não sobrevivem dentro de qualquer cenário sócio-político. Em minha opinião, a "branquitude brasileira", já deu o que tinha de dar. Se os adeptos da Negritude confiarem em si, ficam longe dos partidos políticos e das ideologias já postas, mas que, na prática, sempre nos ignoraram; com propostas concretas, facilmente se organizam em todo Brasil, arregimentam cerca de cinco milhões de eleitores, impõem sua pauta política "construída com os pés no chão" e decidem eleições para Presidente da República. Atingido esse objetivo, a Negritude brasileira adquire autoridade para ser ouvida nos Estados brasileiros, nas regiões de cada de cada Estado, nas principais cidades de cada região e daí para as cidades menores. Nas cidades em que a Negritude conseguir se organizar, poderá eleger vereadores. Numa região em que tiver u’a massa crítica de vereadores, poderá se eleger, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Sonho?... Por enquanto estamos no campo das propostas para os adeptos da negritude se organizar politicamente. O início da  solução de todos os problemas de racismos, preconceitos e intolerância contra negros no Brasil está  na organização política dos interessados. Facilitará muito a organização social e política, quando aqueles que desejam se organizarem conseguem vislumbrar com bastante clareza a DIFERENÇA ENTRE DESEJO PESSOAL E NECESSIDADE PESSOAL, porque desejos cada um tem os seus e necessidade pessoal sempre é bastante parecida com necessidades de mais pessoas.  Finalizo dizendo que não se está falando ainda de fundação de um partido da negritude brasileira. Estamos falando apenas na organização dos adeptos da negritude para cada um exercer sua cidadania plena numa Democracia Radical, e ao mesmo tempo levar essa luta da negritude para as outras pessoas afetadas pelo racismo, auxiliando tais pessoas a se descobrirem como sujeitos, não somente de deveres, mas também - e principalmente - de direitos.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Penso, Logo Existo

QUEM NÃO PENSA, NÃO FALA NEM EXISTE
José Teodoro Costa



Como organizador e administrador provisório do grupo “Invisibilidade Negra” conto que esta iniciativa estimule propostas para discussões sobre como podemos achar propostas de caminhos por onde as várias tendências de movimentos negros no Brasil possam caminhar em direção a acordos que deem protagonismo político à Negritude Brasileira.
 É imperioso que se construam algumas ideias, necessariamente poucas, e, por isso, convenientes para facilitar convergências de ideias e propostas sociais e políticas, sobre as quais, por se tratarem de necessidades comuns e fundamentais na vida em sociedade, os adeptos da negritude, logicamente, tendem a ter mais facilidades de se agruparem sob objetivos iguais ou semelhantes.
 Observo que na rede há excelentes ideias e propostas passando despercebidas, porque não há um grupo disposto a debruçar sobre elas, procurando mais informações sobre elas, fazendo contrapropostas, discutindo sobre elas, tirando conclusões sobre elas e, assim, tornando possível apresentá-las de formas simples, claras e concisas aos possíveis interessados aqui na rede.
Estamos perdendo enormes oportunidade de mobilizar todas essas energias mentais, potencialmente criativas, contestatórias e inovadoras, acumuladas por todos usuários em rede, para criarmos ideias que possam servir de subsídios na criação e consolidação de ações de pretas e pretos capazes de encaminhar melhor nossos preitos sociais e políticos.
É necessário que elaboremos uma síntese de Pensamento Social e Político para as lutas pretas antirracistas no Brasil e, assim, podermos discutir de igual para igual com conservadores e adeptos das esquerdas (? ...) das mais variadas tendências.
Sabe-se que os adeptos do "Livre Mercado e do Comuno-Socialismo interpretam suas crenças políticas das mais variadas formas, mas todos eles têm o que nós – adeptos das lutas negras antirracistas -  ainda não conseguimos construir para atingirmos nossos objetivos: ideias e discursos apropriados.  
É discutível achar possível que nós pretos e pretas atinjamos nossos objetivos sem que antes definamos com bastante clareza o que queremos, como queremos e quais estratégias pretendemos usar para atingirmos os objetivos que desejamos.
Sem ideias próprias, ficamos "andando em círculo" e, assim, obviamente a Comunidade Preta brasileira não evolui ou progride mais devagar do que desejamos, porque estamos passando repetidas vezes pelos mesmos lugares andando em círculos.
Assim também ficamos reféns políticos de ideias que não ajudamos construir e apenas servindo de escadas para as raposas políticas – sejam de que espectro ideológico forem – subirem.
Por outro lado, enquanto não criarmos nossas próprias ideias norteadoras das lutas negras antirracistas, nossos adversários continuarão nos menosprezando e achando que a Comunidade Preta brasileira é, de fato, incapaz de criar e aprimorar ideias políticas enraizadas em nossas próprias experiências e, assim, continuarão nos condenando a sermos "engolidos" pelas ideologias políticas que já estão postas à nossa revelia.
Sabe-se que as ideologias políticas que não ajudamos construir já demonstraram que não resolvem, de forma sustentável, a maioria dos problemas que os adeptos das lutas negras antirracistas querem ver melhor encaminhadas a nosso favor, desde quando o Brasil aboliu o trabalho forçado para pretas e pretos e se tornou uma República.
Vamos priorizar a criação da cultura de construção de consensos tomando por base o hábito de identificar as necessidades básicas fundamentais e necessárias à vida que mira permanente a construção de uma civilização que caiba pretas e pretos; cultura esta baseada no respeito mútuo, longe das interferências ideológicas conservadoras ou de esquerdas estranhas às nossas necessidades.
Portanto quem não tem ideias próprias e não sabe construir seus próprios caminhos também não sabe para onde ir, sempre está perdido e formando o grupo das presas fáceis de todos aqueles que, espertamente, já se especializaram e viver e se aproveitar dos desinformados, inconformados, ingênuos e rebeldes sem causas.  Caso contrário as alternativas dos adeptos das lutas negras antirracistas são continuar se conformando com "progressos a passos de tartaruga" e vendo aumentar a distância entre a sociedade composta por nós e a sociedade que a política hegemônica privilegiou, privilegia e continuará privilegiando, caso cada preta e preto continue olhando sempre para seus próprios umbigos.
 

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